Certa vez acreditei que nossas dificuldades passariam sem deixar cicatrizes ou marcas, sejam elas profundas ou superficiais. Percebi que todo e qualquer obstáculo marcaria minha alma, percebi que a dor causada pela força extrema que precisamos fazer para seguir adiante; realmente passa, mas a cicatriz fica ali. Não como triunfo ou medalha, mas para aprendermos que a dor é necessária, para sermos fortes e capazes, que a vida é capaz de nos mostrar caminhos e nos dar pedras para sermos grandes. Vi que nossas lagrimas são pedaços da nossa alma sendo restaurados e curados, prontos para mais um passo. O silencio é necessário para enxergarmos nosso coração, para sentirmos realmente o que nos faz mover. É no silencio que aprendemos a respeitar quem somos e do que damos conta. É no silencio que nossas lagrimas caem sem medo. É preciso silencio e oração para lermos nossa alma. É preciso fé para caminhar e enfrentar nossos medos. É preciso coragem para voltar e fazer um novo recomeço. É preciso força para levantar a cabeça e perder o orgulho que tanto nos faz deixar passar oportunidades criadas por Deus, e que nós ainda não sabemos enxergar. É preciso amor para aceitar a diferença, e entender que não é o conflito que nos move, mas a certeza de um amor sincero. É fácil ter palavras bonitas, um discurso belo, difícil é tocar nossa alma, difícil é respeitar quem somos. O tempo, esse que nos cura das dores também deixa passar sorrisos. Não deixemos passar tempo demasiado afim do silencio eterno curar nossa alma, não deixemos o tempo passar e nós passivamente aceitarmos que passou. Sejamos firmes com o tempo, sejamos sinceros com nossa alma, façamos acontecer o que tanto no silencio nos faz pensar. É tempo de silencio e oração, é tempo de dar próximos passos, é tempo de acreditar que ainda é possível sermos seres respeitosos e capazes de recomeçar.