Durante
os últimos dias vemos diversos acontecimentos mexendo com o que mais estava
adormecido na maioria das pessoas; a capacidade em parar um minuto e pensar
além dos próprios interesses. Muitos dizem é de esquerda, é de direita, tem
bandeira amarela, vermelha e azul! É democracia ou um mero ato de ideologia
atrasada ou ego e vaidade engrandecido? Jovens burgueses, velhos ditadores,
adultos frustrados! Crianças a espera de uma esperança! Acredito que quando
acordamos, devemos abrir os olhos bem devagar, pra não deixar luz demais entrar
e nos incomodar. Devemos abrir devagar pra ter cuidado, pra saber ponderar.
Somos filhos da informação imediata, da discussão aberta e clara, das opiniões
diversas, mas principalmente somos filhos de uma oportunidade única de se fazer
mais por quem ainda não tem forças para abrir os olhos. Não é imposição, não é
vandalismo, não é medo, muito menos a inercia. Mas a vontade de começarmos por
nós, olhemos pra dentro, olhemos nossas palavras, nossas atitudes, nossas
reações. Saibamos filtrar e absorver o que realmente importa, enquanto não
conseguirmos amar sem troca, ajudar sem barganha, calar por respeito, aceitar
por amor, compreender e ter paciência porque qualquer julgamento nos leva de
imediato a nossa própria ação; pouca coisa será eficaz. Tudo só será valido se a
mudança começar por dentro e a fé independente de religião sejam à base do amor
ao próximo e, o amor a que ainda não sabemos receber. Aprendamos a respeitar,
para ser respeitado, e principalmente atitudes pautadas por afeto sincero. Não
é preciso sangue, dna para se ter caráter e dignidade. Chega de blablabla,
chega de julgar, faça por onde e não espere o milagre acontecer. O milagre já
existe, é estar vivo e ainda ter a oportunidade de realmente viver. O mais
difícil é se deixar ajudar sem orgulho, é saber receber sem medo. É dar pelo
amor e principalmente pela fé absoluta em cada um.